quarta-feira, 29 de abril de 2015

POESIA - PATRIOTA BRASILEIRO - THIAGO LUCARINI





Cortei a mão
Saiu sangue verde:
Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica.
Cortei o pé
Saiu sangue azul:
Foz do Iguaçu, Velho Chico, Amazonas, Araguaia.
Cortei a barriga
Saiu sangue amarelo:
Pantanal, Caatinga, Mangues.
Cortei as costas
Saiu sangue branco:
Dunas dos Lençóis Maranhenses, Planalto.
Cortei-me, saiu e saiu sangue
Mas, me recuperei inabalável
Numa Bandeira Nação, na qual, acredito.
Sou patriota, amo essa Terra
De Tupã, Iara, Caipora, Saci e Vitória-régia
Terra soberana, criança, estranha, mil belezas:
BRASILEIRA.
Meu nome rico e orgulhoso:
BRASL, o patriota, não se esqueça:
Filho meu.

POESIA - ÁGUAS DO BRASIL - THIAGO LUCARINI





Encontro das águas mágicas
Rio Negro e Solimões, equilíbrio
Natural, vital, teria algo
Nestas águas claras e escuras
Que compõem o corpo
Do (Rei) Amazonas?
Denso, forte e gigante do mundo.

As orações aquáticas ficam
Depositadas no Velho Chico
(Sacerdote do sertão) São Francisco da fé
Que leva e tece preces
Em suas jangadas de orações.

A festa fica por conta dos
Festivos: Paranaíba, Paraná, Tocantins
Araguaia e Uruguai.
Serenos, calmos e agitados
Não deixam passar nada
Como (Príncipes) rios deste país.

Águas do Brasil, de botos, Iaras e Iemanjá
Todo rio vira mar, e vai
De encontro ao oceano
Um sonho brasileiro
Profundo e soberano
(feito Deus).

POESIA - BICHO-PAPÃO PAPA MENINOS MAUS - THIAGO LUCARINI





Embaixo da cama, dentro do armário
O medo surge personificado
Bicho-papão papa chinelos, meias
Tênis e coisas deixadas no chão,
Mas, sua refeição predileta é
Meninos maus, desobedientes
Crianças travessas em travessas polidas.
Noite cerrada, sem lua, a meia-noite
Vento pálido, olhos vermelhos
O Bicho-papão vem afoito
Buscar o que é seu por direito.

POESIA - PARCAS, FIADEIRAS DA VIDA E DA MORTE - THIAGO LUCARINI





Roda, roda, roda
A roda do destino
Roda, roda, roda
A roca do existir
A fiar cada singular
Fio de vida.
Pés e mãos
Trabalham sem parar
As Parcas:
Cloto, Láquesis e Átropos
Escolhem mais um.
Cada uma tem
Sua específica função:
Cloto tece o fio umbilical vital
Láquesis molda seu tamanho e caminho
E Átropos é aquela que finda a obra:
Poderosas, agem livres de qualquer deus.
Tesoura levantada
Fio existencial selecionado
O corte é feito, ao meio, por mãos habilidosas
Alma nova chega ao Mundo Inferior.
Roda, roda, roda
A roda do destino
Roda, roda, roda
A roca do existir.

POESIA - OLVIDA-TE E QUEDA-TE - THIAGO LUCARINI





Descansa tuas asas borboleta
Olvida-te de voar, não gaste,
Seu último suspiro neste sonho
Ínfimo de cores e jasmins
Queda-te em minhas mãos
Fortaleza do teu bem-querer.
Mas, não...
Borboleta teimosa
Insistiu em voar até o seu irremediável fim.