Estava super apertado, sua
bexiga parecia um balão perto de explodir, entrou no banheiro público da rodoviária,
o lugar fedia, tinha o cheiro acre e salgado de urina acumulada. Entrou no cubículo
do vaso sanitário e começou a se aliviar, seu xixi se misturava ao de outros. O
misto de urina de tantos tinha uma cor dourada acentuada. Enquanto se aliviava,
encarou o vaso cheio de respingos amarelados, lembrou-se dos refrescos
artificiais da sua infância. Terminou de mijar e sucedeu que uma vontade incontrolável
de experimentar aquela mistura nojenta e espumante o assombrou. Tentado, curvou-se e encostou o dedo na superfície
das várias urinas, tomado por um frenesi inexplicável, levou o dedo à boca. Nunca pensou que sairia do banheiro muito mais
cheio do que entrou.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2020
MINICONTO: BANHEIRO PÚBLICO - THIAGO LUCARINI
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