O furúnculo na perna
latejava e doía há dias, incomodando, A erupção avermelhada e cheia de pus
estava muito grande, deixando a pele febril, brilhante. Sentou-se com as pernas
cruzadas pronta para dar fim ao tormento, colocou gazes ao redor do caroço, fez
um pique na parte superior e começou a espremer, sangue coagulado e detritos saíram,
vazando. Quase no fim do processo, algo surgido do pus agarrou-se ao polegar
dela, emitindo um choro sinistro, era uma criatura viva, pequenina e de aparência
larval e humanoide ao mesmo tempo. Ela gritou assustada e perdeu os sentidos.
Quando acordasse, descobriria que o furúnculo apenas havia se mudado de lugar.
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sábado, 19 de dezembro de 2020
MINICONTO: FURÚNCULO - THIAGO LUCARINI
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