Sou
assombrado por ausências.
Olho
para lugares
Onde
deveriam estar sensações,
Mas
só encontro fantasmas,
Arrepios
e o vazio nas mãos.
Sou
cheio de pactos rompidos
E
é horrível que não se possa
Exorcizar
tantas ausências
Com
um pouco de nada.
Sou
assombrado por ausências.
Olho
para lugares
Onde
deveriam estar sensações,
Mas
só encontro fantasmas,
Arrepios
e o vazio nas mãos.
Sou
cheio de pactos rompidos
E
é horrível que não se possa
Exorcizar
tantas ausências
Com
um pouco de nada.

Feito uma roupa velha, às vezes,
Pego um amor passado e o visto.
Sempre sozinho, não ouso torná-lo
Público às lágrimas em mim.
E numa prova de resultado antes já achado,
Eu tento desamassar amarguras,
Remendar buracos deixados pelo descaso,
Em vão, atar botões feitos de ausência.
A roupa velha traz ao corpo
Um novo abraço de último adeus,
Que não serve nem aquece, mas fere, e assim,
É posta de volta na gaveta escura do coração.