domingo, 3 de fevereiro de 2019

ACRÓSTICO - SEU VIVER - THIAGO LUCARINI

Lute pelo seu sentir único 
Gastar tempo para ser ordinário é inútil 
Brilhe em todas as suas cores multidimensionais
Transgrida as convencionalidades opressoras  
Qualquer odioso não pode ditar seu viver
Ilumine os infelizes, ignore os idiotas,
Seja sempre + luz e amor, e também lembrete de guerra.

POESIA - VINCOS - THIAGO LUCARINI

Mudo de rota 
Para amarrotar
Meus sentidos indecisos,
Pois odeio pensar 
Na lisura dos dias.
É guilhotina, rima, contradição,
Sina dos meus pés de Hermes
E coração de barro tão ligado ao chão.
Cada vinco me livra da derrota,
É sulco no tecido do rosto, dobra, berço
Onde brota a fundação do meu esteio.

domingo, 27 de janeiro de 2019

POESIA - CASA ASSOMBRADA - THIAGO LUCARINI

Nesta casa assombrada
Grito com os meus fantasmas.
Cansei dos sustos escondidos
Nos cantos tristes da minha vida.
Assepsia, eu retiro as teias de aranha,
E todo o cinza coalhado da alvenaria.
Removo os escombros dos olhos
É tempo de expor o medonho à luz
E dar às minhas assombrações
A clareza que me negaram.

sábado, 12 de janeiro de 2019

POESIA - TROMBA D'ÁGUA - THIAGO LUCARINI

quando as nuvens brigam
há conhecida tempestade.
eu quando brigo
há silêncio, pois
abrigo no invisível de mim
meus raios e trovões,
e assim, aos poucos
vou escurecendo
sem mudança de tempo.
uma vez que ainda não aprendi
a chover sem me desfazer.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

POESIA - A ESPERANCA DOS CRUÉIS, O FARDO DOS GENTIS - THIAGO LUCARINI

 
A pedra 
Ao ferir a flor
Impregna um pouco 
De perfume e pólen em si.
Sem intencionalidade de igualdade
E mesmo que cruelmente
Acabou manchada de flor.
E por confusão aonde for
Não será mais pedra pura, mas
Flor também.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

POESIA - INQUISIÇÃO - THIAGO LUCARINI

Elas queimam
Em fogueiras.
Já não são mais bruxas
São apenas mulheres,
Só mulheres
(o que é muito)
Despidas de si, de encantos
Nas mãos de velhos demônios.
Queimam.

POESIA - ROUPA - THIAGO LUCARINI

 
A peça de roupa abandonada
Aos farrapos não conta a história
De quem a usou e dispensou
Ao final da decorativa estação.
Deveria o coração aprender
A fazer o mesmo com a solidão.